Muitos saxofonistas se deparam com a necessidade inevitável de aprender as escalas nos doze tons maiores e também as escalas menores nos doze tons, a saber, as três escalas menores (natural, melódica e harmônica).
Ao se deparar com essa necessidade, que é vital para interpretar e também para poder improvisar como se deve fazer, o saxofonista começa geralmente pela família dos sustenidos, em ciclo de quintas, primeiro C maior, depois G, depois D e assim por diante.
A Família Dos Bemóis
Ao se deparar com isso ele aprende os sustenidos no saxofone, e acostuma-se a estudar as escalas que possuem sustenidos. Para ele, aprender os sustenidos já foi um sacrifício, e ele não quer passar pelo mesmo caminho para aprender os bemóis.
A verdade é que a maioria esmagadora dos saxofonistas nesta situação desiste de estudar os tons bemóis e pára na família dos sustenidos, acostumando a pensar somente sustenido no saxofone.

Isso é um vício muito degradante, pois se aparecem escalas, ou tonalidades bemóis o saxofonista sofre, isso quando não consegue de fato tocar e acaba por passar em branco diante dos amigos, da igreja, do bar e de toda a parte em que toca.
É fundamental que todo saxofonista compreenda que, ao invés de rezar para que as escalas sejam apenas da família dos sustenidos onde ele costuma tocar, ele precisa estar preparado para todas as doze tonalidades, inclusive as bemóis.
Um Pouco De História
Antigamente o sustenido era outro som em comparação aos bemóis. C sustenido e D bemol nem sempre foram a mesma nota, a diferença de afinação era pequena mas sensível. O surgimento dessa equivalência data do momento em que, a partir do século XVIII gradualmente os instrumentos foram se curvando a isso, num temperamento igual.
Johan Sebastian Bach foi um dos primeiros a explorar essa equivalência no seu Cravo Bem Temperado, hoje em dia temos o que chamamos de enarmonia, ou seja, o C sustenido tem o mesmo som do D bemol, porém, o raciocínio entre eles é radicalmente diferente e o uso de ambos também.
Impossível Seguir Em Frente
Não é possível construir todas as escalas bemóis com sustenidos, senão teríamos de recorrer a escalas com dobrados sustenidos mil o que tornaria impossível o raciocínio das mesmas. O bemol vem nesse ponto para ajudar e não para atrapalhar o músico.
É necessário conhecer as doze tonalidades quando se sai para tocar por aí a fora, pois nunca se sabe qual é a tonalidade que o cantor vai cantar, nunca se sabe se ele vai mudar de tom, e para qual tom ele irá, de forma que se queremos sair e tocar livremente temos de saber todos os doze tons.
Pensar o bemol em função do sustenido, ou ainda apenas o sustenido, o que é pior, é um vício, e um vício que precisa ser vencido com muita rapidez. Pois isso te impede de tocar em diversas tonalidades, e te impede de pensar a música em muitas situações.
A simples escala de F maior, esta que possui um só bemol, não poderia ser construída com sustenidos, imagine as demais escalas com cinco ou seis bemóis. Todo saxofonista tem de conseguir aos poucos independizar o sustenido do bemol, tendo como base que o sustenido é o sustenido, e o bemol é o bemol, duas coisas diferentes e independentes.
Ficaríamos abismados de saber que inúmeros saxofonistas estão nesse impasse, e precisam vencer isso rapidamente. Dando aulas por mais de treze anos, eu percebi que esta é uma grande dificuldade dos saxofonistas.
A Solução
Por isso desenvolvi um ebook chamado ESCALAS MAIORES E MENORES PARA SAX, que trabalha esta dificuldade com maestria. A idéia é que temos de mentalizar as notas e associá-las aos chaveamentos que produzimos no saxofone.
Dessa maneira, tocando lentamente e associando o nome da nota (seja ela sustenido ou bemol, a seu turno, no sentido de sustenido na família dos sustenidos e bemol na família dos bemóis) podemos vencer essa dificuldade com pouco tempo de estudo.
É preciso estar sempre pronto a encontrar o sustenido e o bemol sem dificuldades, e sem raciocínios intermediários, diretamente, como se fossem entidades independentes, que é o que de fato são.
O ebook ESCALAS MAIORES E MENORES PARA SAX ensina diversos exercícios e combinações de notas que podem ser usadas neste exercício, e assim possam corrigir esta dificuldade. Além de também exigir a associação dos chaveamentos com os graus, o que faz com que o saxofonista consiga transportar os tons com facilidade.
Consiste num compêndio de exercícios que deve ser feito em mais ou menos oito meses de estudo direto, e que certamente te levará do estudo de uma escala para a execução de inúmeras músicas com musicalidade extrema.
É importante para o saxofonista saber as tonalidades maiores e menores, e como é o seu funcionamento, caso ele não saiba disso será eternamente refém de suas limitações, é importante saber os bemóis de forma independente, e com a mesma destreza dos sustenidos, isso é um passo até mesmo básico para o saxofonista.
Vale a pena olhar este trabalho, e seguir a sua metodologia.
Daniel Vissotto






