As escalas pentatônicas surgiram nos quatro cantos do globo de maneira espontânea e certamente são as escalas mais tocadas no mundo, bem como abarcam o maior número de estilos de todas as escalas.
Enquanto na China e no Japão são utilizadas de maneira avassaladora, também são encontradas nos nativos Americanos, e também na Europa, e EUA e Brasil, como mães de diversos estilos, de forma a se constituírem um avanço obrigatório na vida do músico em geral.
Um experimento público
Não é possível saber qual a origem das escalas pentatônicas, porém, de uma coisa sabemos, elas estão muito associadas ao canto, tão associadas que quando Bob McFerrin fez um experimento com seu público, eles naturalmente cantaram a pentatônica sem nenhum aviso.
O experimento era o de o público acompanhar os passos de Bob McFerrin, e cantar as notas associadas a eles, porém, de repente, ele deu um passo a mais, e o que apareceu nesta nota, foi a nota associada à escala pentatônica, ou seja, ela é mais natural para o ser humano do que pensamos.
A música gospel
A verdade é que, por serem associadas ao canto, naturalmente na igreja, as pentatônicas estão muitíssimo presentes. Pelo fato de que a música da igreja é construída para canto, e possui uma estrutura bem fácil, a pentatônica consegue captar o sentimento desse tipo de música (gospel) e dá conta de quase todas as situações.
Para a música gospel a pentatônica é fundamental, basta ouvir os hinos e os cânticos da igreja, sejam eles tradicionais ou não, para percebermos que a pentatônica invade todos eles a todo momento, dando conta de qualquer situação que neles é encontrada.
Chego a afirmar sem medo que, para quem quer tocar na igreja, é fundamental ter conhecimento da escala pentatônica. E não somente um conhecimento superficial, ou seja, tocar a mesma de um jeito, pelo contrário, um conhecimento profundo, de quem toca a pentatônica de diversos jeitos possíveis e imagináveis.
O que acontece com a maioria
Muitos instrumentistas ficam bem treinados em fazer exercícios, porém, a escala só se torna útil quando ela se transforma em música. Para tanto é preciso executar a mesma de diversos jeitos, com diversos desenhos e padrões rítmicos.
Este trabalho precisa ser feito se queremos transformar uma simples pentatônica numa odisséia musical, coisa que poucos músicos sabem fazer. É interessante de se notar que a primeira coisa que criticam nos músicos gospel é o fato de tocarem a pentatônica de um só jeito.
Quando é que dominamos a escala? A verdade é que dominamos a escala no moemnto em que a transformamos em música. Ou seja, quando não bitolamos nos exercícios propostos, e conseguimos fazer destes exercícios algo musical.
A pentatônica é de fato simples, mas pode, na sua simplicidade, se tornar tremendamente sofisticada, pelo fato de que fazer muito com pouco é algo que nem todos conseguem. Tocar uma pentatônica de forma interessante por longo tempo, é uma arte para poucos.
A melhor forma de tocar uma pentatônica bem tocada, é disfarçar seu caráter de “pentatônica”, conseguir tocar a pentatônica como se ela não fosse uma simples pentatônica, mas sim algo de grandiosa sofisticação. Esse é o segredo.
E para tanto, eu desenvolvi um trabalho tremendo, chamado PENTATÔNICAS PARA SAX, no qual se esgotam a maioria esmagadora dos jeitos de se tocar uma pentatônica. Transformar a pentatônica numa coisa musical sofisticada é algo que retém um certo trabalho.
Consiste num estudo denso, de exercícios concretos que podem ser expandidos de acordo com a sua criatividade. Com inúmeras possibilidades de desenvolvimento nas quais o músico consegue dentro de pouco tempo fazer música com as pentatônicas.
Aprenda as PENTATÔNICAS PARA SAX, um compêndio de exercícios fundamental para você que quer tocar na igreja, com sofisticação e louvar a Deus da maneira como tem de ser, com playbacks, e suporte. Você não estará sozinho, estará sendo acompanhado de perto pelo professor.
Daniel Vissotto






