Muitos saxofonistas se sentem profundamente ansiosos no momento de tocar em público, o medo de tocar em público realmente paralisa o saxofonista que, ainda que saiba como tocar, não consegue se soltar para fazer o que sabe, e acaba por conta disso perdendo a oportunidade da sua apresentação e decepcionando a todos, principalmente a si mesmo por conta de sua ansiedade.
Despreparo ao tocar
O primeiro motivo pelo qual há nervosismo é bem óbvio, a saber, o despreparo. Quando o saxofonista não se preparou o bastante, ele acaba por se deixar levar pela ansiedade de tocar, e assim, isso o leva rapidamente para o erro e o vexame de não saber o que fazer de fato no palco.

O despreparo
É preciso que o saxofonista, antes de se apresentar em público, consiga se preparar o suficiente para tranquilizar seus sentimentos a respeito de sua performance, separar momentos difíceis de sua apresentação e estudá-los com mais precisão, não esquecer dos demais momentos, e ter o todo da apresentação sob domínio para que possa assim encontrar confiança em si mesmo, e também tranquilidade de tocar.
Senso de Perfeição
O segundo motivo é também bem comum e presente, a saber o senso de perfeição muito aguçado. Nada que fazemos numa apresentação precisa ser perfeito, mas precisa ser feito da melhor maneira possível. Ninguém é perfeito, e quando exigimos de nós mesmos a perfeição absoluta conseguimos assim um parâmetro difícil de ser atingido, o que faz com que percamos a autoconfiança.

O perfeccionismo
Devemos saber que a música não é para ser tocada com parâmetros de perfeição, mas sim deve aceitar erros, no sentido de conseguir fazer com que os erros façam parte da apresentação, o ideal não é simplesmente não errar, mas errar e fazer com que esse erro faça parte do todo, ou seja, saber disfarçá-lo em meio ao que faz.
O objetivo não é que nos transformemos em um extraterrestre que não erra, mas sim num ser humano que sabe fazer com que seus erros façam parte. Ninguém deve colocar em evidência que errou, ninguém precisa se acusar diante do público, mas o que é interessante é que o músico consiga, por meio de técnicas musicais fazer com que o erro seja parte do acerto e assim se desenvolva sem parar ou sem impactos negativos.
Alguém pode perguntar, mas o músico profissional erra? Sim, ele erra, só que ninguém percebe, pois ele tem técnicas suficientes para disfarçar o erro e conseguir fazer com que ele faça parte da apresentação, falo principalmente no repertório de música popular. Admita o erro, esse será o primeiro passo para evitar inúmeros erros involuntários.
Experiências negativas passadas
Outra questão que pode levar o músico a se deixar levar pela ansiedade antes de tocar são as experiências negativas anteriores. Ou seja, o músico já se apresentou uma, duas, três vezes, e nessas vezes alguma coisa negativa porventura aconteceu, de forma que ele espera que tal coisa aconteça na próxima vez que vai se apresentar.

Memórias ruins
Devemos pensar o contrário disso. As experiências negativas simplesmente nos ajudam, e não nos atrapalham. Devemos cair e levantar até que não seja necessário mais cair e levantar, até que possamos permanecer de pé. Errar nesse caso é bom, sim, é isso que digo, é algo bom porque ao errar vemos que a vida continua.
O trauma do erro é interessante quando vencido por meio dele próprio. Ou seja, ao errar, vemos que o sol continua nascendo, as pessoas não partem para cima de nós, a vida continua a mesma, de forma que errar não é tão grave assim. Por isso, os erros passados nos fortalecem para que, se porventura venhamos a errar não nos sintamos tão ruins assim.
Desmistificar o erro é fundamental para vencer o erro, e o melhor caminho para isso é errar de fato, pois assim, o erro perde a aura de algo tão grave, mas tão grave que não consigamos vencê-lo. Pelo contrário, ele se torna algo natural, até mesmo comum, com o qual começamos a conseguir lidar. Esse é, por incrível que pareça, o caminho para não errar.
O senso de competição
A comparação com outros músicos é outra coisa que nos leva a cometer erros, e também nos deixar levar pela ansiedade antes de tocar, a saber, a famosa competição. Se eu posso dizer uma coisa é que a música não deve ser baseada em competição, pois a competição musical só atrapalha.

A comparação
Ao competir nos comparamos com outros, cujas facilidades e dificuldades são diferentes das nossas, cuja história é diferente da nossa, cujo equipamento é diferente do nosso, tudo é diferente na música, não há como comparar e competir.
Quando comparamos ficamos com medo de ficar na frente ou atrás. E ninguém está na frente ou atrás na música, todos nós estamos juntos de mãos dadas, pois não se trata de competir, mas de transmitir uma mensagem sadia e rica que venha a ajudar as pessoas em todos os sentidos.
Quando começarmos a competir, devemos nos esquecer do fator outro. O outro não existe na música, o que existe é somente o eu e sua mensagem para o mundo. É isso que devemos ter em mente, se temos de competir com alguém a competição que se dê diante de mim mesmo, o eu competindo com o eu de antes, isso é algo sadio.
Aí veremos que evoluímos em todos os sentidos, na música, pois o erro de ontem já não acontece mais hoje, e a dificuldade de amanhã é superada no dia depois de amanhã. Quanto mais nos distanciamos da competição mais calmos ficamos, e assim conseguimos performar com mais tranquilidade, e isso nos dará o que buscamos em todos os sentidos.
Estes são os principais pontos que nos fazem passar ansiedade antes de tocar, se trabalhados dessa forma, com um preparo espiritual anterior certamente serão vencidos, tocar em público é tudo para um músico, é preciso que ele se acostume a tocar, se desenvolva de maneira a tocar com mais e mais facilidade. Pois esse tipo de situação, quando comum, nos faz cada vez mais preparados.
A experiência
É preciso vencer a barreira da ansiedade, pelo preparo, por não cobrar de si mesmo uma perfeição absoluta, por tolerar experiências negativas anteriores, e por não se comparar com outros músicos, estes quatro pontos, por si só já nos trarão uma tranquilidade maior a respeito de nossa apresentação.
E por último a experiência nos trará a certeza de que podemos fazê-lo, se expor sempre que possível à conquista desse procedimento de tocar em público, sempre que possível, sempre que aparecer a oportunidade. Um músico que toca para si mesmo não é um músico, ele está faltante. É necessário tocar para o outro, transmitir uma mensagem.
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Daniel Vissotto






