As escalas pentatônicas mais utilizadas pelos grandes saxofonistas são, na minha reunião oito grandes escalas, a saber, a maior, a menor, a pentablues, a blues, a dominante, a menor com sexta, a in sen, e a hirajoshi. Duas delas mais exóticas, porém, também utilizadas no jazz.
A Pentatônica Maior é a mais óbvia escala pentatônica de que temos notícia, é uma escala muito estável, retirando o quarto e o sétimo graus da escala maior, ela se torna extremamente assertiva, e reflete um momento único na música, pode ser aplicada em mais de um centro tonal, e certamente agrada a quem ouve.
A arte de fazer desta escala uma sofisticada odisséia musical é para poucos, mas com certeza quem tem esta arma debaixo dos dedos certamente está bem servido em termos de improvisação na igreja, no bar, em toda a parte.
É uma escala versátil, capaz de encantar com poucas notas, e que certamente vai encantar quem a ouvir por todo o campo harmônico, em músicas pop, ou até mesmo gospel, pois esse tipo de música exige essa escala com certa frequência.
Vale a pena dominar e saber utilizar a escala pentatônica maior, que é a mais característica pentatônica de todas, aquela que vai decisivamente abrir o leque de possibilidades para o mundo das pentatônicas no seu fraseado.

A Pentatônica Menor já é uma escala mais bluesy, embora possa ser usada no Rock no, gospel, e também no pop. Porém, nada me cala a característica bluesy que ela possui, para a pentatonica menor se transformar na escala blues, falta uma só nota a nota de tensão, a blue note.
A pentatônica menor pode ser triste por um lado, e ao mesmo tempo feliz, com a raiz, o terceiro grau menor, o quarto grau, o quinto, e o sétimo menor ela se forma dentro de um trilho satisfatório que traz consigo muitas possibilidades frasais em todos os sentidos.
No Blues ela deita e rola, no Rock ela é fundamental, no gospel ela transmite sentimentos mais profundos e cheios de significado, que certamente vão encantar a quem ouve, é uma escala simples, porém, que pode ser usada de maneira extremamente sofisticada.
Seu efeito é certo, traz consigo a certeza de magia e assertividade que só os acordes menores podem proporcionar, ainda assim pode ser aplicada a acordes maiores, gerando uma interessante tensão que certamente será valiosa para quem ouve e para quem toca.

A escala Pentablues é uma variação feliz da escala pentatônica maior, com o acréscimo da blue note, que se dá no mi bemol. Só essa nota já é garantia de cores inimagináveis para quem ouve e quem toca, uma opção a mais de parada e de continuidade.
A pentablues é uma escala jocosa, feliz, que brinca com a terça menor como quem brinca com fogo, na certeza de atingir o ouvinte com essa jocosidade toda que certamente vai produzir o efeito necessário para que este pare tudo para ouvir.
Enquanto a pentatonica maior é uma escala cheia de luz e positividade, esta brinca com a luz e a positividade da pentatônica como nenhuma outra escala, e assim alcança um efeito único, no qual podemos até engordá-la com notas a mais da escala cromática.
Esse pequeno cromatismo da terça, certamente produz uma graça especial a esta escala, que certamente lhe traz a possibilidade de expressar algo novo e totalmente pertinente, algo que esta escala sabe bem expressar, a saber, a alegria.

A escala Blues dispensa comentários, uma estilo em escala, ela é o estilo do Blues encarnado em notas. Como uma variante da escala pentatônica menor ela é algo de totalmente novo, bastando para isso o acréscimo de uma nota, a blue note novamente, que se dá aqui na quarta aumentada.
Essa nota é um mistério, uma lenda, uma epopéia, sozinha é capaz de brincar, e também de falar muito sério, acompanhada das demais, ela gera uma tensão gostosa, que chama a visão de quem ouve para sua presença inconfundível.
A escala Blues com as demais notas então, é algo de novo, e ao mesmo tempo familiar. Pois não se trata de uma versão adaptada da escala pentatônica menor, mas sim de uma escala nova, única, plena.
Esta escala não merece ser modificada, ela traduz todo o sentimento do Blues em poucas notas, e o Blues nada mais é do que uma oração, um ato de fé, uma reza forte que certamente todo música precisa saber falar no idioma da escala Blues.

A escala Menor com Sexta já é uma escala cheia de mistérios. A estranheza ao mesmo tempo familiar da sexta nota é algo que hipnotiza quem ouve. Como uma escala pentatônica ela traz tanto o gosto de algo novo quanto a certeza de que o velho e bom resquício da pentatônica menor vale a pena ser conservado.
Tocar a Menor com Sexta é um privilégio, é saber que o mistério tem solução e que a solução tem mistério, a sexta nota não é uma simples saída do usual, mas uma verdadeira resolução à la Miles Davis, quando quer resolver fora do que todos resolvem.

A Pentatônica Dominante é uma escala que certamente marca quem a aprende e usa. Com uma sonoridade única, que não vem da escala penatatônica maior, nem da menor, mas de si mesma, esta escala traz um DNA próprio que certamente sabe encantar.
Começando pela raiz, a terça, a quarta de passagem, e a quinta, acrescidas da sétima menor, o que lhe dá a característica de Pentatônica Dominante, esta escala fala uma língua própria, uma língua alegre e ao mesmo tempo importante.

Com a escala In Sen temos a certeza de uma escala exótica que brilha nos acordes suspensos. John Coltrane a utilizava com certa frequência nas gravações de fim de carreira, quando já estava influenciado pelas forças orientais.
É uma escala que guarda segredos, que fala de mistérios, e que certamente nos transporta a regiões longínquas, trazendo consigo a riqueza de alguém que sabe o que faz, tocar essa escala é algo de novo e ao mesmo tempo rico, pois traz a certeza de que estamos dentro de um universo paralelo no qual tudo é possível.

Um universo oriental, um gosto meio China e Japão, a certeza da afirmação de algo diferente, que certamente fará com quem ouve tenha um súbito momento de apreciação especial. A escala Hirajoshi traz consigo a tradição e também a possibilidade de viajarmos no espaço.
Uma escala única, desigual, porém ao mesmo tempo harmônica, que só de tocada em poucas notas já nos transporta para grandes distâncias no oriente. A escala Hirajoshi é um requinte, um requinte de sofisticação que poucos podem possuir.

Para quem quer conhecer o meio de dominar estas escalas, e de desenvolvê-las em todos os sentidos aconselho a aquisição do ebook PENTATÔNICAS PARA SAX, um ebook certo para quem quer se desenvolver para tocar na igreja, no bar e em toda a parte. Este ebook vem com suporte e playbacks, para que o aluno possa desenvolver sem estar sozinho, todas as habilidades necessárias.
Daniel Vissotto






